NOTINHA:
Tudo aqui nesse Site, atende e foi projetado ao objetivo fim do mesmo, isto é, para sua leitura e reflexão. Os amigos irão constatar, que em todas as páginas, o ambiente é primordialmente sóbrio, propositalmente simples, sem a presença de elementos em movimentos ou imagens ilustrativas, exatamente para que tais "objetos" não fiquem brigando por atenção com os textos ou desconcentrando aos que me visitam e me lêem. Outro cuidado que tive ao elaborar o designer deste Site, foi o de criar Templates (Layout's), que possam ser visualizados em qualquer configuração; resolução de vídeo sem perda de qualidade (todavia, a melhor visualização dá-se em 1024X768 e no Internet Explorer), e que não levem uma eternidade para serem carregadas, entediando assim, aos que me honram com as suas visitas. Sejam bem vindos e tenham uma prazerosa leitura.

INTRÓITO DO AUTOR:
Alguns anos após o drama da viuvez e de me ver totalmente sozinho para cuidar e criar minhas filhas, nessa época uma contando com seis anos e a outra com onze anos, iniciei a experimentar toda uma sensibilização interior quase que transcendente, principiei a sentir uma inspiração cada vez mais latente de escrever e mostrar todo o meu conteúdo consciêncial, enfim, as minhas convicções e saberes, meus sabores e dissabores. Falar das coisas que eu vivi e vi; dos meus erros e acertos; formar opinião e apresentar a minha pessoa, às tapas e aos beijos, ponderando um pouco sobre tudo. Entretanto, esse “sonho” só passou a concretizar-se dez anos após essa época, já estando eu com 48 anos de idade.

Opinar, (filosofar; prosear; analisar) em pensamentos e crônicas, era o meu desígnio e alvo primeiro, não obstante, no decurso desses rascunhos, algo me provocava a composição de alguns escritos versejados (poemas). Inquiria de mim para comigo: Como alguém que se inicia a escrever raiando os 50 anos pode se transformar em um formador de opinião, usando como ferramenta para tal, apenas os seus ensaios literários, nunca dantes levados à prova e, sobretudo, tornar-se um Poeta?
Óbvio, que não obtive respostas a nenhuma das perquirições citadas, entretanto, birrento como sempre fui e sou, insisti e persisti em minhas grafias filosóficas e poéticas. Sejam em forma de pensamentos, crônicas ou poemas, transcrevo aqui neste espaço-web o conteúdo de minha consciência, e sendo assim, este Site sou eu, melhor, ele é o meu eu e eu sou ele!

Sem qualquer técnica literária, escrevo por percepção, sobre todas as coisas que aprendi e apreendi, e que intuo e que intui. Não sou muito de rebuscar palavras ao escrever, já sentimentos sempre. E o mais importante de tudo: Não julgo ou prejulgo criaturas ou organizações, excepcionalmente opino, indo do impudico ao espiritual; do banal ao intelectual, em meus comentos, me desnudando por completo.
Uma curiosidade facilmente observável e importante, são as formas variadas (imagens/desenhos), que dou a alguns de meus poemas e isso ocorre desde as minhas primeiras composições. Outra coisa que gosto neles é a sonoridade dos mesmos, pois não abro mão de minhas rimas. Já escrevi em poemas sobre tudo o que sabia ou sentia. No restante, sou poeta por aclamação e por decoberta de minha alma, mesmo que esse eclodir poético, tenha se achegado a mim, tão taridamente.

Perdoem-me, se estiver censurável em quaisquer de minhas abordagens, sob formas de conclusões, sentimentos e, principalmente, se eu induzir alguém ao erro, intermediado por meu filosofar ou poetar, pois não o faço por irresponsabilidade, maldade ou vaidade, e sim, por uma quase que absoluta credulidade nas convicções assimiladas por mim, nesse mais de meio século de meu existir. Minhas duvidas decorrem da constatação que tenho, de ser um individuo atentado... Aliás, em verdade, todas as pessoas que lidam e despertam convicções e emoções, são atentadas. Atentadas por outros indivíduos encarnados como ela, e ainda, por espíritos desencarnados, que a modelo dos encarnados, ambicionam verem as suas opiniões relatadas e divulgadas. Sendo assim, tácito, que parte desses dois grupos ao não se sentirem contemplados por meus escritos, sempre estarão a me espreitar e atentar. Xô, cambada de chatos visíveis e invisíveis e sustem de me emboscar!

Não possuindo a modéstia e sabedoria do pródigo Sócrates, que dizia: "Só sei, que nada sei". Opto eu, por afirmar: Só sei, que sei, porém, não sei, como sei, mas sei, que se precisar, meu sentir reformar, por força de nova convicção, não me melindrarei e francamente o farei, pois também sou camaleão.
Escrever, sob a forma de pensamentos, crônicas, versos e contos, ascendeu minhas melhores resoluções globais, e ao mesmo tempo, estorvou minhas más inclinações... Filosofar e Poetar, é a minha forma de deixar minha alma em forma!
Que Deus abençoe a mim, as minhas filhas e aos meus netinhos... Que Deus abençoe você, que me lê nesse momento!!!

MINHA VONTADE PÓS MORTE:
- Para minhas filhotinhas: Com certeza, eu vou fazer de tudo para quando retornar por aqui, vir novamente em relação de sangue e amor com vocês, pois foi a coisa mais adorável da minha vida, servir, proteger, zelar e promover vocês duas.
- Aos meus netinhos: A chegada de vocês, brindou por completo a minha existência... Deus é Maravilhoso!
- Que este Portal e todo seu conteúdo não seja retirado do ar.
- Para minhas vitimas: À aqueles aos quais eu tiver prejudicado, por quaisquer motivos que sejam, encarnados ou já desencarnados: Perdão... Perdão... Perdão!!!
- Em meu velório e sepultamento: Não quero choros nem sofrimentos. Quero muita poesia, filosofia e alegria, afinal, quem morreu foi tão somente meu corpo, e quem me ama, ama na verdade a minha essência, e esta, logo estará reencarnando por estas paragens novamente, não é verdade?
- Quero todas as mulheres que forem ao meu enterro trajando vestidos decotados.
- Adoraria que na minha capela tivesse um som ambiente bem baixinho, tocando Bossa Nova o tempo todo, mas, não muito baixo, pois sou meio surdinho.
- Aqueles que quiserem ler minhas poesias e pensamentos, fiquem a vontade, pois não vou estar com pressa alguma de ser enterrado.
- Quando estiver descendo à tumba, não precisa me jogar flores... Prefiro que me joguem beijos.
- Dispenso também as coroas de flores, me bastam as coroas "Lobas" que lá estarão. Velas, nem pensar, sou bem consciente que a luz que levarei pra lá, será a luz que conquistei por cá, e também, aquele formato da vela, não me atrai nem um cadinho.
- Gostaria de ter minha alma encomendada por um Espírita.
- Não quero missa de sétimo dia, de mês ou de ano, quero apenas preces dos amigos, quando se recordarem de mim.
- Não quero saber de homem chorando, pois vou achar que choram de alegria, por eu ter me ido e deixado toda a mulherada pra eles.
- Confortem e acarinhem muito as minhas filhinhas, pois elas sempre foram a razão e emoção de minha vida.
- As minhas "ex" que lá estiverem, entendam em definitivo, que se não deu certo pra gente, a culpa sempre foi minha, pois todas vocês, sem exceção, são mulheres incriveis.
- Se eu apresentar erecção dentro do caixão, e isso, provavelmente vai ocorrer, em virtude de tanta mulher linda e gostosa ao meu lado, me cubram, pois sou um poetinha muito timido.
- Se de repente eu iniciar a rir em meu próprio velório, não se assustem; não corram, pois será o Vinícius de Moraes e o Noel Rosa, que vão estar lá fazendo palhaçadas pra eu me descontrolar e gargalhar.
- Beijos no coração de cada um dos que lá se fizerem presentes, física ou mentalmente, nesta minha última grande sacanagem dessa atual encarnação: Morrer, é uma sacanagem com aqueles que nos amam, não é verdade?
Antônio Poeta

EDITORIAL DO PORTAL DO MÊS DE SETEMBRO/2009
(ARGUMENTO)

De modo pertinaz, tenho-me esforçado pela presença das rimas, pois no meu vulgar entender, a sonoridade é a vida (alma?) da poesia ou do poema, como também a harmonia entre seus versos. Já com relação à métrica, não me atenho, pois minha proposta pessoal é compor poemas, onde mais livre eu possa impor a meus conteúdos poéticos, uma maior contingência do meu filosofar; do meu “formar opinião”.
E ainda, metido que nem eu só, sempre procurei imputar à maioria dos meus escritos em poemas, desenhos e imagens, formas criadas com a grafia das mesmas... O mais contundente exemplo destas formas em meus textos está presente no poema ‘Não é à Toa Que te Chamam Cidade Maravilhosa’, que compus pensando em tê-la algum dia ornamentando um dos ‘points’ do nosso ‘réveillon’ carioca, por tal, a mesma apresenta o formato de um pinheiro, lembrando uma arvore de Natal.
Evidente, que tais estripulias, em nada comprometem o meu poema, com relação a sua sonoridade e enredo, isto é, eles continuam com identidade e sentido, sendo tais formas, tão somente uma ‘curiosidade’ a compor suas apresentações textuais.

Exposto tudo isso e, dada a minha indolência (desleixo?), em não estudar mais a fundo a poesia como um todo, sinto-me, por vezes, arrebatado de surpresas nada agradáveis ao meu eu (poeta), quando percebo algumas inovações lançadas por alguns de meus contemporâneos e, principalmente, quando estes vão lá atrás, oito décadas passadas, garimpar “coisinhas”, que foram chamadas por poesia e assinadas por pseudos poetas: Falo da tal Poesia Concreta, que em verdade, não poderia ser mais abstrata do que é.
Não estou eu cá, questionando se há arte ou não nessas formações (deformações?), minha zanga é por insistirem em chamá-las por poesias; poemas (quiçá artes plásticas?) e a quem as criam por poetas. O cara até pode ser poeta sim, mas no momento em que produz esse tipo de apresentação, não deveria assinar como tal.
De imediato, proíbo (rindo) a qualquer um de me alcunhar de preconceituoso ou coisa que o valha, pois a experiência da vida me insinuou ou ensinou que em tudo o que é novo há a arte, que estava na hora de surgir, como há, também, os ‘galopeiros’ oportunistas e fazedores de opinião (atentem, que não disse formadores de opinião), enfim, aqueles que tentam, a qualquer custo – e lançando mão de tudo o que lhes é disponível – praticar impropriedades literárias inventadas a que chamam de ‘arte’... Vejam bem, que não uso o verbo no sentido de “criar” arte, mas de ‘inventar’ arte sem propósito artístico.

Enfatizando, a história nos mostra que apenas uma minoria talentosa consegue – por iluminada que é – idealizar algo de marcante e surpreendente, que permaneça aos movimentos vindouros, como autênticas obras de arte.
No modernismo, foram muitos os aventureiros a se lançar nesse iluminismo literário às avessas. Porém hoje lemos, citamos e reverenciamos os ícones de Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Cecília Meireles e uns poucos outros. Todo aquele exército de alternadores e suas alternâncias (inclusive os fundadores da chamada poesia concreta), foram fadados ao esquecimento. Acredito eu que, entre nós, os contemporâneos, ocorrerá o mesmo, e que o futuro logo se encarregará de separar os melhores e ‘menos piores’ dos péssimos.

Nossos leitores se recordam da invasão do chamado ‘pagode’, que por um certo período atordoou nossos ouvidos com aquelas letras horríveis e aquele barulho completamente fora de cadência e sem nenhum ritmo musicalmente nobre, obrigando o nosso ‘muso’ Paulinho da Viola a compor o samba-canção Argumento? Lembremo-nos:
Argumento
Tá legal!
Tá legal, eu aceito o argumento,
Mas, não me altere o samba tanto assim,
Olha que a rapaziada está sentindo a falta
De um cavaco, de um pandeiro, e de um tamborim.
Tá legal,
Sem preconceito ou mania de passado
Sem querer ficar do lado de quem não quer navegar
Faça como o velho marinheiro
Que durante o nevoeiro, leva o barco devagar!
(Paulinho da Viola)
Pois é... É o que penso... É o que sinto... Contudo, por ser meio camaleão e meio humano, sempre anseio por novos horizontes, por novas roupagens conscienciais, por fim, por reformar minhas opiniões mais rudimentares e íntimas desde que, única e exclusivamente, isso se processe através de um novo e real convencimento, pois não consigo digerir mais tantas e tamanhas santchellices, digo, sandices!

Antônio Poeta
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